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Como Johnny Weissmuller

Por conta de um post para lá de sério e preocupante que o Pedro Doria colocou hoje no seu Weblog, resolvi pôr aqui uma velha história, com o propósito de aligeirar os espíritos. E para os mais novos — Nat e Monsores, para começar… —, que provavelmente nem têm idéia de quem foi o Johnny Weissmuller, deixo um link para uma atualizada básica. Terminados os prolegômenos — uau!, primeira vez que uso a palavra no blog, ela que só aparecia abaixo do título dele! —, vamos à tal história.

***********

Duas coisas que dá para contar sobre nudismo, sem enrubescer. Zipolite, perto de Puerto Angel. México é o país, 1986 o ano. Praia semi-deserta, barraca a dez metros do mar. Restos da fogueira da noite anterior, onde… (aqui enrubesço, passo direto para a manhã seguinte.)

Dois quilômetros de caminhada até chegar às pedras, no final da praia, onde uns gringos (gringo também eu) deitavam-se ao sol à vontade, bem à vontade (à vontade também eu). Lá pelas onze da manhã, costumávamos ouvir o aviso de uma corneta — aquela musiquinha do Rin-Tin-Tin, lembra?, não?!?, não sabe o que perdeu!! —, o sinal para que todos, às gargalhadas, vestíssemos nossas sungas ou biquínis, pois dois guardas do vilarejo próximo já estavam chegando para impedir, como sempre, aquela sem-vergonhice toda, ora! — se bem que não se importavam com o topless das moçoilas, os sacripantas…!

Naquela manhã de sábado, alguns autóctones de vilarejos vizinhos apareceram cedo e resolveram não só desinibir-se, como também nadar perto das pedras, calibrados da tequila (barata) local… não, era mescal, aguardente local (e realmente barata).

O primeiro dos três (em pêlo) começa a ser levado pela correnteza. O segundo (nuzinho) tenta salvá-lo, também é levado por ela. Antes que o terceiro (também com as “partes” ao léu) seguisse o mesmo rumo, um bravo espanhol (igualmente “encuerado”, como se diz por lá) o impede, enquanto um atlético norueguês se lança para acalmar os dois primeiros, que gritavam em desespero, levando-os até um banco de areia em pleno mar, junto às pedras.

Coube a mim (como vim ao mundo) nadar até eles segurando a ponta de uma longa corda, para depois nós quatro — relembrando: os dois autóctones alcoolizados, o atlético norueguês e eu — sermos puxados por um grupo de impudentes, auxiliados pelos guardas do início da história, estes devidamente fardados. Umas cinqüenta pessoas, de todas as cores, idades e nacionalidades, receberam-nos com aplausos, unidas pela nudez e, passado o susto, pelo riso.

[Depois do que acabei de contar, pensando bem, melhor esquecer da segunda coisa...]

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0 Comments on “Como Johnny Weissmuller”

  1. #1 Nat
    on Dec 14th, 2007 at 5:57 pm

    (agradeço o link para a mais nova aqui!)
    Sabe o que eu tava pensando??? Acho que os salvamentos devem ser mesmo mais fáceis com menos roupa. Vou sugerir que os salva-vidas aqui de Itacoatiara façam o mesmo…
    Aí temos dois problemas… O aumento de mulheres quase afogadas. E o fato de que dentro dágua não vai dar pra ver o ânimo do salvador!!!

    [Responder]

  2. #2 Ricardo C.
    on Dec 14th, 2007 at 6:31 pm

    Essa menina, só pensa naquilo!!

    [Responder]

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