Lembrança parcial (se bem que todas são), mas lembrança simpática.
Festa à fantasia, início dos 80, Lago Norte, Brasília (na época, só não era mais longe que o Park Way). MPB da boa, o momento era “raiz” e anti-imperialista. (Ué, isso não é o Posto 9 e a Lapa carioca dos dias de hoje?!?).
A banda Fio de Prumo fazia as honras da casa e dava o tom, mesmo que desfalcada. Por alguma razão desconhecida, o baterista, um indefectível festeiro, não aparecera. Soube-se dos motivos de seu sumiço no dia seguinte, ao ser localizado em casa, de cama, todo lanhado e cheio de curativos. No chão, os restos da fantasia de galinha que conseguira para ir à festa. (A outra parte ficara no hospital, grudada em nacos de joelho, cotovelo e queixo, àquela altura a caminho de algum aterro sanitário.)
A explicação do misterioso sumiço:
Vestido com a tal fantasia de galinha, resolveu tomar um ácido. Minutos depois, entendeu que era um condor, subiu numa encosta e desceu ladeira abaixo batendo asas, mas não decolou.
Finalmente aprendeu que galinha não voa.
(Agora, convenhamos, “condor” em Brasília? Que ácido é esse?!?!)
do filme de animação "Chicken Run"]













on Dec 14th, 2007 at 5:27 pm
O que ele descobriu é que galinha metida a condor é que não voa… Vai lá saber o que ele pensa de galinhas depois disso ;- )
E eu que achava que ter conversado durante 8 horas com a minha própria barraca de camping era o máximo de idiotice que uma pessoa chapada era capaz de fazer…
Ah, se você descobrir que ácido é esse, manda um pra cá, pls…
[Responder]
on Dec 14th, 2007 at 6:29 pm
8 horas, Nat? A conversa foi boa, hein?
[Responder]
on Dec 15th, 2007 at 1:54 am
Pois é… Dizem as más línguas (e elas são sempre de amigos que existem justamente pra presenciar momentos como esse) que eu pedi pra me trancarem na barraca e com ela fiquei num monólogo assustador até o dia clarear… Eu, particularmente, me lembro apenas de que eu perguntava e ela me respondia. Mas minha barraca era meio caladona. Só dizia sim ou não (dizem as más línguas novamente que eu segurava a barraca com as duas mãos e a balançava da direita pra esquerda pra dizer não e de trás pra frente para o sim)
Resta saber se eu respondia o que queria ouvir, ou se eu me contrariava…
[Responder]
on Dec 15th, 2007 at 12:38 pm
Hahahahaha!
[Responder]