70, 60, terceira, segunda, 35, ligeira guinada à esquerda… parei. Não imprequei, não me enfadei e nem cogitei avançar, por mais que esse fosse o costume local. E na contra-mão do bom senso, uma tranqüilidade inaudita invadiu-me, virou minha cabeça para a direita, uns cem graus, e deliciou-me com a vista, com os sons, com os cheiros, tudo aquilo que, numa situação dessas, mais do que passar despercebido, deve mesmo ser ignorado. Mas fui breve, porque, instantes depois, vi que precisava partir.
O que mais posso dizer? Não muito. Apenas sobre o que finalmente descobri: a busca acabou! Uma busca que sequer sabia em curso, mas cujo término se deu assim que dali me despedi. E preciso, de verdade, acrescentar que a descrição do parágrafo acima, deveras tosca, não chega aos pés da experiência-cume, do zênite, do nirvana que é o fato de, finalmente, ter conhecido o melhor, o mais certeiro, aquele que, sem sombra de dúvida, é o mais perfeito semáforo, sinal e farol da zona sul do Rio de Janeiro.















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