Trata-se de uma fala a respeito do Tio Ultímio, que “… é gente grande na capital, despende negócios e vai politicando conforme as conveniências”, e acrescenta:
.
“A política é a arte de mentir tão mal
que só pode ser desmentida por outros políticos.”
.
[In: COUTO, Mia. Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.]













on Jan 16th, 2008 at 4:34 pm
Livro maravilhoso. Nesse fim de semana li um dele de poesias, Idades, Cidades (?) não me lembro, a poeta que trouxe, levou.
A primeira parte, Idades, é muito dura, triste, pra baixo. Não tinha essa impressão do Mia Couto.
Mas tenho pra mim como um dos grandes escritores lusófonos contemporâneos.
Muito bom. Também recomendo
[Responder]
on Jan 16th, 2008 at 4:36 pm
Ah, pra comentar que vale a pena, a poeta propos e nós topamos uma leitura coletiva. Cada um lia um poema, e depois lia para o grupo. Adorei o exercício. E dá pra ver que sempre se melhora. Muito legal o “jogo”.
[Responder]
on Jan 16th, 2008 at 5:34 pm
Poeta bacana essa, Pax. Não só por falar em Mia Couto, lusófono da maior categoria, mas tb pelo exercício de que vc falou. Ler em voz alta é algo de que gosto muito, diga-se de passagem, e já fiz isso com um grupo de amigos no ano passado. Foi pra lá de divertido!
[Responder]
on Jan 16th, 2008 at 8:19 pm
Põe bacana nisso Ricardo. É habitué aqui de casa. Adoramos recebê-la. Sempre divertidíssimo.
Dois anos atrás, como em vários outros anos, passou o reveillon aqui e fizemos 60 haikais. Ela faria 60 anos logo depois. A festa foi aqui em casa naquele ano. É uma das maiores haikaistas brasileiras, dá cursos etc. Uma amigona que nos honra. Chama-se Alice.
Esses 60 haikais ainda serão lançados em livro.
Alguns deles:
Chuva de verão
Você volta todo ano
A cada estação
Último dia
Ainda parece novo
O ano que passou
Amor proibido
Rios compridos
Que se cruzam
[Responder]