Durou um minuto. E nele vi cansaço, inquietação, receio. Derrota, também.
E o desgaste dos ossos, a arritmia, o fôlego em falta. Todos teus.
Você na penumbra, naquela pose crucificada, três ou quatro dedos de cada mão agarrados à tela protetora de tragédias que envelopa a tua varanda. E me apiedei.
Um minuto.
E no seguinte, você acendeu aquela maldita luz.















on Jan 20th, 2008 at 6:13 pm
Rs, muito classudo. Vou guardar a “pose crucificada” na minha planilha de expressões alheias que um dia utilizarei como se fossem minhas.
[Responder]
on Jan 20th, 2008 at 7:17 pm
Como tudo já foi dito, sobrou apenas o jeito como pode ser dito de novo…
(E cá entre nós, mesmo essas formas todas andam espalhadas por aí, em livros, receitas de bolo e bulas de remédio. E como não lembro se já vi “pose crucificada” em algum canto, pode ter sido de outro, e usei como se fosse minha…)
[Responder]