… ou pro dia nascer (crescer e continuar) feliz. Sacrilégio, reconheço. Qualquer profundo conhecedor de café faria sérias ressalvas ao processo apresentado nesse pequeno vídeo, a começar por não se tratar de uma máquina de expresso realmente profissional — ou espresso, vá lá, isso se você for um desses puristas meio esnobes… E o tempo? Se cronometrarem, é quase certo que a passagem da água quente — noventa e poucos graus, jamais cem! — tenha ultrapassado os tais trinta segundos recomendados por especialistas, baristas e sei lá que outros istas. E seria conveniente que houvesse duas pequenas xícaras ali, uma ao lado da outra, que ao final do processo contivessem apenas um terço de café — resultando em dois ristretos, como diriam os italianos —, e não que fosse essa xícara enorme, maior até do que uma de chá convencional, e ainda por cima cheia quase até a borda… Certo é que está tudo errado, para horror de muitos. Mas no que me diz respeito, há ocasiões em que o exagero de um café desses, moído em casa na hora, marca Manaresi — uma torrefadora florentina fundada em 1898 — me faz alcançar o zênite, o nirvana ou o céu. E se preferir outra referência, sinta-se em casa para escolher a sua, quem sou eu para contestar?















on Jan 15th, 2008 at 7:19 pm
Café é bom quase sempre, até aqueles que ficam por horas nas cafeteiras de repartição pública podem nos salvar nos momentos de desespero! Vamos ter respeito com os antigos eletrodomésticos
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on Jan 15th, 2008 at 7:40 pm
Simone, vc tem razão! E da minha parte, comecei a adquirir o hábito bem tarde, aos 26 anos. Foi quando me deparei com uma daquelas cafeteiras italianas que vão ao fogão, hoje em dia super fáceis de encontrar e de preço bastante acessível. O meu gosto pelo café começou antes pelo ato de prepará-lo, algo que antes não tinha, pois nunca acertava as proporções de pó de café e de água… Naquelas cafeterinhas viha não só um funil onde se põe o café, mas tb a marca até onde se deve pôr a água. E sentir o aroma assim que o café começa a subir continua sendo o máximo!
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on Jan 15th, 2008 at 8:21 pm
Fantástico, Ricardo.
Valeu a pena tudo o que você passou para trazer essa cafeteira. É linda.
Essa coisa de café cheio de nhé-nhé-nhé é coisa de quem aprecia o ritual e não o café propiamente dito.
Eu, por exemplo, bebo de 1 litro e meio a dois litros de café por dia. E não é do expresso, é do velho e bom coado. Claro que prefiro o expresso, mas eu certamente já teria ido a falência pela proporção que bebo.
Abraço,
André
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on Jan 15th, 2008 at 8:48 pm
Café coado é bom tb, mas gosto muito daqueles de fazenda, coador de pano, fogão de lenha, o sol nem raiou ainda…
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on Jan 15th, 2008 at 8:53 pm
Bariu, 1,5 a 2 l de café. Esse André é over como diz a D Pax.
Muito linda a cafeteira. Adorei o botão de liga/desliga. Do meu tempo.
A porta da casa é simpática pacas. A estante idem. Mas fiquei preocupado com os livros embaixo da cafeteira. Eu só colocaria livros de Chesterton e Mr X lá embaixo.
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on Jan 15th, 2008 at 9:10 pm
Eu tb gosto dessa cafeteira retrô, me amigo Pax. E quanto aos livros, não se preocupe. Hoje a cafeteira não está mais na estante — que por sinal pintei de branco, pois ficava muito pesada para o ambiente, pequeno para móveis tão escuros —, e mesmo na época não havia problema, pq essa prateleira onde ela estava é mais profunda, os livros embaixo ficavam protegidos de eventuais respingos…
E mande lembranças para dona Pax, a quem não conheço, mas por quem nutro simpatia gratuita!
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on Jan 16th, 2008 at 6:18 am
Tens razao, nada se iguala ao aroma do cafe torrado e moido na hora. Sou de Santos e trabalhei na Rua XV de Novembro, aonde se concentra um grande numero de escritorios exportadores de cafe. Na epoca, talvez ainda hoje, nao sei, esse era o aroma da rua…uma delicia.
Aprendi a apreciar o cafe mais tarde que voce…e adoro poder tomar um cafe de acordo com o lugar visitado. Como por exemplo numa fazenda no Sul de Minas aonde o cafe e plantado, torrado e moido e passado no coador de pano…uma delicia.
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on Jan 16th, 2008 at 6:41 am
Gwyn, tomar de acordo com o lugar visitado é mesmo o máximo! Preciso ir à Turquia, por exemplo, já que gosto do jeito que tomam café por lá, sem coar. Por outro lado, o cardamomo no café, comum no Oriente Médio, é tb um bom convit, por mais que aquela região do planeta não ande das mais convidativas…
Li por aí — santo google! — que os marroquinos põem pimenta preta no café. Fiquei curioso!
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on Jan 16th, 2008 at 2:30 pm
Essa é aquela q vc quase se arrependeu de ter comprado pq teve de arrastá-la para todo lado??
Fiquei com água na boca só de ler esse texto. Café bem feito é das coisas mais gostosas q existem. Infelizmente aqui no trabalho só tem um nojento, feito com coador de pano e mto má vontade :/
eugostodeumacoisaerrada.wordpress.com
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on Jan 16th, 2008 at 5:48 pm
É a própria, Rach, funcionando todas as manhãs, muitas vezes às tardes e ocasionalmente às noites. Agora mesmo vai ser acionada, uma amigo vem me visitar e já exigiu a dose de cafeína dele!
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on Jan 17th, 2008 at 2:34 pm
Que delícia esse post! Vou parar agora de trabalhar e correr até a copa atrás de um balde de café!
Té mais!!
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on Jan 17th, 2008 at 2:58 pm
Rê, com o seu vício declarado por café, você me parece muito suspeita para falar que o post é que é uma delicia, hehehe!
Bom café!
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on Oct 18th, 2008 at 10:12 am
Tá certo… Gosto do design, e como gosto!
Mas tenho que confessar que aquele café de coador de pano, com aquela fumacinha saindo por cima e que “perfuma’ toda a cozinha trás lembranças maravilhosas.
Lembranças de infância, de família de raiar do sol… Vai ver que é por isto o seu sabor ainda continua incomparável rsrsr.
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on Oct 18th, 2008 at 10:55 am
Como digo no texto abaixo do vídeo, Patrícia, referências desse gênero são pessoais e intransferíveis, o que significa que dou um enorme crédito às lembranças que vc descreve!
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on Oct 18th, 2008 at 11:02 am
Mas que este vídeo seu é uma tortura é rsrsrs.
A gente corre para a cozinha p tomar um café srsrs.
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