[História ouvida nos anos 80, sobre fatos dos anos 60, a respeito de alguém de quem não tenho notícias há séculos.]
A agitação psicomotora diminuíra, e começava a se entediar daquela temporada de internação, a segunda do ano. O tédio só não se instaurara de todo porque havia algo que não lhe saía da cabeça. Resolveu então pedir uma consulta com quem haveria de resolver o seu problema.
— Doutor Barreto, estou com uma idéia fixa. Fixa mesmo, obsessão, uma coisa bem esquisita, nunca tive isso. Estou preocupado…
— Como assim, Carlos Alberto, que idéia fixa é essa?
— É a doutora Lurdinha, doutor Barreto, ela não sai da minha cabeça, nem sei por que. Acordo e ela já está lá. Vou almoçar e ela segue lá. Vou ali fumar e ela vai junto, não me larga… O senhor sabe que, de todos, é o único psiquiatra que tem um pouco de crédito comigo. Por favor, dá para me dizer qual é o diagnóstico disso?
— Carlos Alberto, o nome disso que você tem é “paixão”. E para ela, meu filho, e não sei se é azar ou sorte, a psiquiatria ainda não descobriu a cura.













on Jan 7th, 2008 at 6:53 pm
nao li o post, de preguiça, mas curti a foto….
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on Jan 7th, 2008 at 6:55 pm
Adoro a tua sinceridade, hahahaha!
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