Não imaginei que o assunto fosse tão complexo…
Observação singela, antes de ler o que se segue: os dados que transcrevi abaixo causaram-me estranhamento, surpresa e curiosidade, mas não me levaram a fazer julgamentos morais, sejam eles em forma de depreciação ou de enaltecimento. Ainda que essa seja a minha maneira mui pessoal de apreciar o tema, quem pensar diferente e quiser julgar, sinta-se à vontade.
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Profissional do sexo - Garota de programa, Garoto de programa, Meretriz, Messalina , Michê, Mulher da vida, Prostituta, Puta, Quenga, Rapariga, Trabalhador do sexo, Transexual (profissionais do sexo), Travesti (profissionais do sexo)
Descrição sumária
Batalham programas sexuais em locais privados, vias públicas e garimpos; atendem e acompanham clientes homens e mulheres, de orientações sexuais diversas; administram orçamentos individuais e familiares; promovem a organização da categoria. Realizam ações educativas no campo da sexualidade; propagandeiam os serviços prestados. As atividades são exercidas seguindo normas e procedimentos que minimizam as vulnerabilidades da profissão.
Condições gerais de exercício
Trabalham por conta própria, na rua, em bares, boates, hotéis, porto, rodovias e em garimpos. Atuam em ambientes a céu aberto, fechados e em veículos, em horários irregulares. No exercício de algumas das atividades podem estar expostos à inalação de gases de veículos, a intempéries, a poluição sonora e a discriminação social. Há ainda riscos de contágios de DST, e maus-tratos, violência de rua e morte.
Formação e experiência
Para o exercício profissional requer-se que os trabalhadores participem de oficinas sobre sexo seguro, oferecidas pelas associações da categoria. Outros cursos complementares de formação profissional, como por exemplo, cursos de beleza, de cuidados pessoais, de planejamento do orçamento, bem como cursos profissionalizantes para rendimentos alternativos também são oferecidos pelas associações, em diversos Estados. O acesso à profissão é livre aos maiores de dezoito anos; a escolaridade média está na faixa de quarta a sétima séries do ensino fundamental. O pleno desempenho das atividades ocorre após dois anos de experiência.
Áreas de Atividades
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| BATALHAR PROGRAMA |
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| Aguardar no ponto (esperar por quem não ficou de vir) |
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| Seduzir com apelidos carinhosos |
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| Oferecer especialidades ao cliente |
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| Reconhecer o potencial do cliente |
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| Satisfazer o ego do cliente |
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MINIMIZAR
AS VULNERA-
BILIDADES |
| Negociar com o cliente o uso do preservativo |
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| Passar gel lubrificante à base de água |
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| Participar de oficinas de sexo seguro |
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| Reconhecer doenças sexualmente transmissíveis (DST) |
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Fazer acompanha-
mento da saúde integral |
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| Realizar campanhas sobre os riscos de uso de hormônios |
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| Realizar campanha sobre os riscos de uso de silicone líquido |
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| Denunciar violência física |
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| ATENDER CLIENTES |
Preparar o kit
de trabalho (preservativo, acessórios,
maquilagem) |
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Especificar
tempo de trabalho |
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| Negociar serviços eróticos |
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| Realizar fantasias eróticas |
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| Cuidar da higiene pessoal do cliente |
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| Relaxar o cliente com massagens |
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Dar conselhos
a clientes com carências
afetivas |
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Prestar
primeiros socorros |
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| Fazer compras para o garimpo (rancho) |
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| Lavar roupas dos garimpeiros |
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| Cuidar dos enfermos no garimpo |
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ACOMPA-
NHAR CLIENTES |
Fazer
companhia
ao turista |
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Fazer
companhia
a cliente
solitário |
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Acompanhar
cliente em
viagens |
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Acompanhar
cliente em
festas e passeios |
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ADMINIS-
TRAR ORÇAMEN
TOS |
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| Contribuir com a receita familiar |
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| Separar parte da receita diária para poupança |
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| Aplicar dinheiro em banco |
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| Abrir conta poupança habitacional |
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Investir em empreendi-
mentos de complemen-
tação de renda |
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| Investir em pepitas de ouro |
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PROMOVER
A ORGANIZA-
ÇÃO DA CATEGO-
RIA |
Promover valorização profissional
da categoria |
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Ministrar cursos de auto-organi-
zação |
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| Apoiar a organização das associações |
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| Fazer campanha de filiação |
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| Realizar articulações políticas |
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| Combater a prostituição infanto-juvenil |
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| Participar de movimentos organizados |
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Treinar multiplica-
dores de informação |
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| Contribuir para a documentação histórica da prostituição |
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| Fomentar a educação geral |
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Fomentar cursos profissiona-
lizantes |
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Reivindicar fundos para profissiona-
lização |
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Participar da organização
de cursos de primeiros socorros |
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| Reivindicar cursos básicos de línguas estrangeiras |
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| Participar da organização de cursos de beleza e massagem |
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REALIZAR AÇÕES EDUCATI-
VAS NO CAMPO DA SEXUALI-
DADE |
| Elaborar roteiro de teatro educativo |
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| Produzir espetáculos educativos |
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| Encenar espetáculos educativos |
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| Aconselhar meninas de rua |
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| Ministrar palestras na rede de ensino |
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| Ministrar palestras nos cursos de formação e reciclagem de policiais |
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DEMONS-
TRAR COMPETÊN-
CIAS PESSOAIS |
| Demonstrar capacidade de persuasão |
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| Demonstrar capacidade de expressão gestual |
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| Demonstrar capacidade de realizar fantasias eróticas |
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| Prestar solidariedade aos companheiros |
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| Ouvir atentamente (saber ouvir) |
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| Demonstrar capacidade lúdica |
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| Respeitar o silêncio do cliente |
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| Demonstrar capacidade de comunicação em língua estrangeira |
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| Demonstrar ética profissional |
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| Manter sigilo profissional |
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| Respeitar código de não cortejar companheiros de colegas de trabalho |
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| Cuidar da higiene pessoal |
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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego
on Apr 3rd, 2008 at 11:57 am
e ele se torna mais complexo quando se adicionam os julgamentos morais e preconceitos.
Agora a pergunta, poque causaram-lhe:
estranhamento?
surpresa?
e curiosidade?
Fiquei curiosa..
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on Apr 3rd, 2008 at 12:06 pm
O estranhamento é mais pela distância que tenho do cotidiano da prostituição — e não me refiro especificamente à condição de “usuário”, mas ao exercício da prostituição em si.
A surpresa fica na mesma categoria que o estranhamento, acabei sendo redundante. Já a curiosidade é sobre toda a gama de sentimentos, valores, inquietações, interesses, desejos e tantas outras questões envolvendo o cotidiano da prostituição, e aí sim, não apenas dos profissionais do sexo, mas tb dos seus clientes.
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on Apr 3rd, 2008 at 1:27 pm
seria eu politicamente incorreta se dissesse que admiro as/os profissionais e seus clientes??
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on Apr 3rd, 2008 at 1:29 pm
Ricardo,
eu pensei que pela sua profissao voce tivesse bastante conhecimento e vivencia com a prostituicao e seus usuarios.
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on Apr 3rd, 2008 at 1:32 pm
Gwyn, nunca atendi profissionais do ramo, e o uso desses serviços nunca foi tema central ou com maior relevância entre os meus clientes.
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on Apr 3rd, 2008 at 1:33 pm
Claro que há diversos estudos abordando o tema, sejam estudos psicológicos, sociológicos ou antropológicos, mas o trato direto com a questão nunca apareceu na minha própria clínica.
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on Apr 3rd, 2008 at 1:52 pm
Por eu ser interprete atuando na area de saude muitas vezes ajudo as/os profissionais nas suas consultas (aqui o estado oferece a eles gratuitamente consultas e exames a cada 3 meses). E, sempre que trabalho com eles, no final sempre fica uma mistura de admiracao e falta de compreensao/curiosidade em relacao a eles.
Admiro-os muito, na minha forma de ver eles tem que tem um despreendimento que eu acredito nao ter.
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on Apr 3rd, 2008 at 3:55 pm
O negócio deveria ser só gosta? fudeu, pagou. E pronto.
Com ênfase no gosta, ok? Se for por prazer e não coação, pra mim tudo certo.
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on Apr 3rd, 2008 at 4:14 pm
Mas Nat, não dá para simplificar tanto assim, por mais que na sua fala vc pareça querer sobretudo descomplicar e atacar os falsos moralismos. Veja os detalhes dessa lista, em particular o item “atender clientes”. Tem muita coisa além de sexo nessa relação prostituta(o)/cliente…
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on Apr 3rd, 2008 at 9:24 pm
Ricardo, eu me expressei mal, deve ser a pressa. Estava mesmo me referindo ao falso moralismo. Não acho ruim essa série de “obrigações” da prostituta, afinal, depois que se regulamente uma profissão é necessário mesmo que tais atributos sejam definidos.
O que quero sempre dizer é que ser prostituta é legal, mas a cafetinagem ainda é ilegal. Por isso deveria ser, gostou? faz. Por necessidade, jamais.
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on Apr 4th, 2008 at 10:42 am
Ricardo, há tempos eu escrevi sobre essa classificação. Juízos de valor à parte, qual é a outra categoria em que uma das atividades é “seduzir com o olhar, com apelidos carinhos, encantar com a voz” ou “conquistar com o tato”, “envolver com o perfume”. E satisfazer o ego do cliente.
Se não me engano, há ainda descrição de lenços de papel e chicotinhos como instrumentos de trabalho.
Um texto discriminatório, constrangedor e que, sinceramente, me parece de puro escárnio, composto para divertir quem o lê. E prostitutas não têm direito algum assegurado pela legislação trabalhista. Apontador de jogo de bicho, traficante, jagunço também não. Mas só os “profissionais do sexo” tiveram direito a tal privilégio pelo Ministério do Trabalho.
Ou a atividade é marginal ou não é.
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on Apr 4th, 2008 at 11:10 am
Olga, não tinha pensado por esse prisma, justamente por conta dos participantes da confecção dessa lista. Não vi tanto em discriminação e sim em afirmação.
Destaco entre os participantes o Flavio Lenz Cesar (jornalista do Beijo da Rua) e a Gabriela Silva Leite, além das instituições Associação das Mulheres Profissionais do Sexo da Bahia (Asproba); Davida - Prostituição, Direitos Civis, Saúde (Rio de Janeiro); Grupo de Apoio à Prevenção da Aids (Gapa-MG); Grupo de Mulheres Prostitutas do Estado do Pará (Gempac); Igualdade - Associação de Travestis e Transexuais do Rio Grande do Sul; e o Núcleo de Estudos da Prostituição de Porto Alegre. É muita gente engajada na atividade que estaria completamente equivocada, não?
Bjs, aguardo a tréplica.
[Responder]
on Apr 4th, 2008 at 4:37 pm
Os participantes, Ricardo, podem até ter uma leitura diferente, mas o Ministério do Trabalho precisa decidir se existe esta categoria profissional ou não. Afinal, mendigo é profissão? Apontador de jogo do bicho, malabarista de sinal, isso tudo é profissão? Vendedor também agrada a cliente, mas não tem isso como atribuição profissional, creio.
A seriedade desse pessoal eu não quero questionar, mas a gente bem sabe que quem vive de sexo geralmente é explorado e corre grandes riscos físicos. Acho um tremendo desrespeito com quem fez da prostituição uma maneira de ganhar a vida que o governo coloque a atividade como categoria ocupacional, ao lado de outras que são regulamentadas e estão sujeitas a normas diversas.
Acho realmente que isso existe apenas para que a gente se veja tão moderno, tão liberal, tão oba-oba!
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on Apr 5th, 2008 at 6:31 pm
Pode ser, Olga, o que vc me diz me põe para pensar. Ao mesmo tempo, há um movimento pela legalização da atividade que não encontra paralelo nos exemplos que vc deu. Prostituição segue não sendo crime no Brasil, ainda que quase sempre seja vista como atividade marginal, no sentido de “atividade de marginais”…
Mas reconheço que não dá para ficar indiferente aos seus argumentos. Pensarei neles se voltar a tratar dessa classificação.
Bjs
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on Apr 5th, 2008 at 7:32 pm
Bem, acho que há uma mistura aqui ligeiramente confusa.
Vamos lá, ser prostituta ou prostituto é uma ocupação no código de ocupações, isso lhe dá status de “emprego”.
Uma profissão não é necessariamente uma ocupação. Para a profissão existir, basta que alguém a exerça.
É necessário ter uma ocupação no código para ter sua carteira de trabalho assinada, por exemplo.
Aí vem o outro problema. Uma prostituta não poderia ter sua carteira de trabalho assinada porque a prostituição não é crime, mas alguém ganhar pela prostituição de outrem, sim. Dá de um a oito anos de cadeia.
Quanto à regulamentação da profissão, com normas e etc, é uma coisa muito mais complexa. Vejamos: Os físicos. Os caras estudam cinco anos para serem bacharéis em física, mais dois de mestrado e mais quatro de doutorado, no mínimo, para serem minimamente reconhecidos no mercado de trabalho e não têm profissão regulamentada, com Conselho Municipal, Estadual ou Federal, ou seja lá o que for, e Conselhos não são necessários para a regulamentação de profissões.
Produção Cultural, por exemplo, minha profissão, também não é regulamentada.
“Regulamentar nada mais é do que detalhar, via uma lei federal, o significado do Artigo 5o, inciso XIII, da Constituição, o qual define que todo exercício profissional é livre no Brasil, mas que, se for do interesse da Sociedade, limites a esta liberdade podem ser estabelecidos por meio de lei aprovada no Congresso Nacional.”
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on Apr 5th, 2008 at 7:42 pm
Quero deixar bem claro aqui que em nada quis comparar os físicos e os produtores com as putas ;- )
Só quis dizer que não dá pra necessariamente afirmar que a profissão de prostituta é uma ocupação e não é regulamentada apenas por uma questão de moralismo, ou de pseudomoralismo.
Para regulamentar uma profissão há que se ter vontade política e, principalmente, representação política. Falta isto a muitas ocupações atualmente.
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on Feb 1st, 2010 at 8:24 am
Bom a prostituição é uma das profissões mais antigas do mundo e eu não vejo nenhum problema em regulamentá-la agora sim acho que profissionais do sexo já que foram regulamentados deveriam ter mais respeito da policia, pois os policiais chegam batendo isso pra que fiquem hematomas no corpo e não podermos trabalhar. Afinal quem ira querer garoto de programa cheio de hematomas?! Respeito por parte dos órgãos municipais por que não deixam ficar nas orlas que são as mais visitadas até mesmo por turistas e etc.
Então se está regulamentada ainda não vi muitos benefícios não! Colocar no papel é fácil o difícil é executar !
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on Feb 1st, 2010 at 8:40 am
Agora lá em cima no comentário de NAT eu concordo plenamente com ela! Como alguém vai assinar minha carteira de Garoto de programa se tem uma lei que barra isso?! Então há uma série de irregularidades que ocorrem com Classificação Brasileira de Ocupações! Então no caso não devemos levar em consideração essas Ocupações, pois é como eu acabei de explicar: “Fica tudo no papel”! Na verdade essa só é uma das maneiras politicamente incorretas de alguns políticos hipócritas de dizer que fez alguma coisa pela profissão, mas só quem trabalha nela que sabe que não mudou em nada! A rotina continua a mesma!
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