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África sonora

Putumayo é o nome de um estado da Colômbia (aliás, tanto lá quanto em outros países da América Latina não se diz “estados“, e sim “departamentos“, uma típica e inútil informação ricardiana, no estilo da antiga “rádio-relógio”, algo a que não resisto, faço sempre…). Sua capital chama-se San Miguel Agreda de Mocoa, e a região fica na fronteira com o Peru. É também o nome de um rio, só que com um pequeno problema: é também conhecido como PutAmayo, um estranho cacófato para este mês de julho, e mais ainda quando se sabe que essa forma de chamar o rio eu só ouvi falar lá no Peru… É um pouco do que descobri sobre esse nome, pesquisando na Wikipédia e no Google. Mas esse é o fim da história, que na realidade começou com outra busca, “por aí”, de alguns intérpretes e compositores africanos.

Trata-se de um interesse que reapareceu há uns dois anos, e que me fez procurar antigas (e novas) músicas de Miriam Makeba — quem não lembra do seu “hit” Pata Pata (Tá com pulga na cueca?) —, Salif Keita, King Sunny Ade e outros, além de um grupo que já acabou faz tempo, mas que me agradava muito nos anos 80, Touré Kunda.

Pois bem, no meio desse levantamento encontrei uma música em cujos dados aparecia umas coisas estranhas para mim, a começar pelo supracitado nome associado à palavra Blend. Sim, Putumayo Blend, e ainda por cima num cd de nome Music from the Coffee Lands (a capa é a imagem que abre este post). Não tive dúvida: eu, que adoro café, pensei, cá com meus botões, que eles tinham feito essa seleção pra mim! Brincadeiras à parte, acabei descobrindo que isso é obra de uma gravadora de nome Putumayo World Music, surgida em 1993, e que já tem mais de 60 cd’s em seu catálogo, todos com lindas capas de Nicola Heindl, num delicioso estilo naïf.

A maioria das músicas que encontrei vem dessa série Putumayo Blends, especialmente dos cd’s Music from the Coffee Lands (Vols. I e II), lançados em 1997 e 2001, respectivamente. Neles também aparecem intérpretes latinos (Peru, Colômbia, México, Cuba), e de outros países do Caribe (Jamaica, Martinica, Haiti), indo muito além do meu interesse inicial por intérpretes africanos. E o motivo deste post é que acabei de acrescentar mais duas músicas na minha seleção aí da direita: “Kothbiro“, do keniano Ayub Ogada, e Wasuze Otya?“, do ugandense Samite.

Afora esses dois volumes (a capa do vol. II é esta aqui embaixo), alguns blends que me deixaram curioso foram:

Music from the Tea Lands
e Music from the Chocolate Lands,


entre outros.

Bom, chega de conversa. Se gostarem do gênero, escutem a rádio que eles oferecem no site (Putumayo Radio), depois pesquisem no próprio selo o que for mais interessante para cada um, já que eu falei sobretudo de músicas da África, mas esse não é o único continente presente no acervo deles, já que tem muita música brasileira e caribenha — como não poderia deixar de ser, diga-se de passagem. Basta seguir o link.

P.S. Outra página interessante, para quem quer saber mais sobre intérpretes africanos: Gateway of Africa.

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0 Comentários on “África sonora”

  1. #1 Monsores, André
    on Jul 16th, 2008 at 4:03 pm

    Ricardo,

    Como costumo fazer com todas as suas dicas, com calma irei analisar o artista.

    Meanwhile e, aproveitando seu interesse por música africana, sugiro Mulatu Astatke. É ótimo.

    [Responder]

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