Um pacto bem simples: a verdade, sempre, não importa qual.
Ligou para Lúcia, amiga de infância de sua mulher. Preciso conversar com você, pode ser às sete?, te apanho no trabalho. Nem esperou o primeiro chope. Atacou sem dó, bate-estaca, até ver suas defesas no chão, junto ao sutiã, meu Deus, o que foi que a gente fez!, a Sílvia não pode saber, ela nunca vai me perdoar… Ele ouviu, com ar de tudo bem, tem razão, sequer esperando ela chegar na portaria do prédio para engrenar a primeira e sumir dali, a Lúcia que se foda.
Sílvia, combinamos a verdade, pausa, sempre, pausa, e caprichou nos detalhes, sem disfarçar o gozo de vê-la murchar.













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