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No que me diz respeito, um bom início

Dei a largada para um 2009 mais literário e bem mais cinematográfico. Desde o dia primeiro, já saíram da mesa de cabeceira e finalmente se acomodaram na estante o (enfim terminado!) “De verdade”, último romance de Sándor Márai — o mesmo autor de As brasas, o que mais gostei dos que li dele —, e  “A primeira investigação de Montalbano”, do Andrea Camilleri — autor de policiais deliciosos, especialmente os protagonizados pelo Comissário Salvo Montalbano —, uma dessas leituras para refrescar os neurônios e deixá-los a postos para “Amuleto”, de Roberto Bolaño. (Já já me enfurno em suas páginas; umas cinco ou seis, antes de começar a bater cabeça…) Enquanto isso, na fila de espera vejo Les philosophes sur le divan, de Charles Pépin eMa solitude s’appelle Brando”, de Arno Bertina, presentes de uma boa amiga, além da bela edição do IV centenário de “Don Quijote de la Mancha” que ganhei de Natal.

[Dos livros "de trabalho e estudo", falo em outra ocasião, em respeito ao meu "momento férias".]

De filmes, já me prometi que este ano reverei um monte de Truffaut“Farenheit 451″ já está na frente da fila. Enquanto isso, devo entremeá-los com “Away from her” (2006), a estreia da Sarah Polley como diretora (tenho um xodó por essa menina, ué!); “Encounters at the end of the world” (2007), mais um documentário do Werner Herzog; “Four minutes” (2006), de Chris Kraus (link para o trailer); o “Vicky, Cristina, Barcelona” que todo mundo já viu; “Deux jours a tuer” (2008), de Jean Becker, que sequer imagino se é bom, mas para mim já vale só pela presença de Marie-Josée Croze, atriz que me siderou desde que a vi em “As invasões bárbaras” (Denys Arcand), anos atrás; “Bi-mong”, o último filme do irregular e superestimado diretor coreano Kim Ki-duk; “Goodbye, Dragon Inn” (2003), do diretor taiwanês Ming-liang Tsai (dica do Inácio Araujo); “Slumdog Millionaire” (2008), último do (também irregular) Danny Boyle (se quiser, veja o trailer); “Aleksandra” (2007), do Aleksandr Sokurov, o mesmo do badalado “Arca russa” (que não me impressionou); “Kabei, our mother” (2008), de Yoji Yamada, que concorreu ao último Urso de Ouro em Berlim, mas perdeu para “Tropa de elite” (que fiquei com preguiça de ver); e Flammen & Citronen (2008), de Ole Christian Madsen, a ser visto mais pelo título (e por ser dinamarquês) do que por qualquer razão cinematográfica mais séria…

Enfim, tenho diversão garantida — e quem sabe um ou outro post — para as próximas semanas. Isso em se tratando dos filmes, porque o meu ritmo para livros é outro, bem mais lento. Então, “olhos à obra”!

[As fotos foram googleadas a esmo. No entanto, a do livro "As brasas" sei que é do meu amigo Wagner, do blog Hebdomadário, que infelizmente segue fechado por tempo indeterminado. Uma verdadeira pena!]

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5 Comentários on “No que me diz respeito, um bom início”

  1. #1 cesarkiraly
    on Jan 8th, 2009 at 10:14 am

    Olá amigo Ricardo,

    para começar 2009 só se for em Brasas…

    Um forte abraço,

    Cesar Kiraly

    [Responder]

  2. #2 Ricardo C.
    on Jan 8th, 2009 at 10:30 am

    Pois é, Cesar, e ainda aguardo um post teu sobre o Márai!
    P.S. Esse chopp sai ou não sai? ;-)

    [Responder]

  3. #3 googala
    on Jan 8th, 2009 at 12:36 pm

    vou seguir algumas dicas (de cinema)!
    abraços

    [Responder]

  4. #4 Ricardo C.
    on Jan 8th, 2009 at 12:53 pm

    Quero é saber das tuas!

    [Responder]

  5. #5 googala
    on Jan 8th, 2009 at 3:36 pm

    vi ontem na tv, o nacional “O coronel e o lobisomem”, e gostei demais.

    Os dois últimos dos irmãos cohen são imperdíveis, geniais

    ‘A outra’ com a loira do woody allen e a porter dá pra assistir como sessão light

    e revi,mais uma vez, um dos filmes mais legais que já assisti na vida: “Dogville”

    ah, e o ótimo “providence” do Resnais pra tirar a raiva que tenho de “O ano passado em marienbad”

    Se lembrar de outros volto
    abçs

    [Responder]

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