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Vergonha, indignação e um pouquinho de riso

Por conta de algumas pesquisas, calhou de inscrever-me hoje pela manhã na RedePsi. E enquanto procurava alguns artigos, por mera curiosidade resolvi fuçar no item “Teorias e Sistemas no Campo Psi“. Péssima ideia para um sábado. Motivo? Ver os títulos de alguns “artigos” (muitas aspas nessa hora) que tanto me despertaram curiosidade quanto me encheram de horror e vergonha.

Na lista que vi, o quarto deles sequer deveria ser digno de consideração, posto que já se equivoca no título: A Terapia de Jesus. (As explicações vêm mais adiante.) Não bastasse ser tremendamente mal escrito — o texto aparece duplicado, e ainda repete trechos de um parágrafo em outro, escorrega na pontuação e na concordância, e resulta num amontoado de frases com encadeamento sofrível —, ainda por cima carece de quaisquer referências bibliográficas. Fico pensando em alunos incautos entrando na graduação e que querem tomar conhecimento do “estado da arte” da psicologia, dando de cara com algo parecido. Nessas horas, um espírito de Regina Duarte baixa em mim: tenho medo, muito medo.

Aos que não tiveram saco ou coragem de clicar no link, copio uns poucos trechos, que é para não nauseá-los com a tranqueira inteira:

O milagre de Deus poderá devolver para nós o paraíso perdido na queda dos primeiros habitantes no Jardim do Édem. Todavia, o que provocaria, qual o principal estímulo que moveria o coração de Deus para realizar este milagre?

De fato, temos um problema nessa indagação. A autora parece que pretende explicar as “razões do coração” que motivariam o Deus judaico-cristão a levar o homem de volta ao paraíso de onde o escorraçou alguns milhares de anos atrás. Até admito que isso possa ser matéria teológica; mas como ponto de partida para sustentar algum tipo de (psico)terapia, não dá. Definitivamente, o lugar desse texto não é num portal de psicologia. Mas prossigamos com outros dois trechos, os últimos sobre ele, prometo:

Vivemos apegados e tomamos decisões com base nas nossas verdades, entretanto, ao conhecermos a Terapia de Jesus, o certo poderá ser errado, bem como, o errado poderá ser certo. [Ahn?1?] Nesse contexto passamos por transformações dos nossos conceitos, isto porque, as nossas crenças permitem variáveis que são confrontadas a mudanças. (…)

E mais abaixo:

Na Terapia de Jesus o tratamento se dá através de conhecermos o funcionamento da mente quanto aos registros das nossas memórias, o mundo do inconsciente, o controle de imagens e palavras, e estados mentais, e quando domamos a incredulidade, bem como, através de uma reprogramação da mente através da força sobrenatural da fé e, principalmente, a conversão dos padrões psicológico (sic) do descondicionamento dos hábitos.

Talvez eu esteja enferrujado e minha capacidade de compreensão tenha sido afetada pelo calor desta primavera carioca, mas nos poucos trechos acima, a autora solta uma série de lugares-comuns entremeados com frases vagas, misturando termos para dar ares psi à tal Terapia de Jesus. Só que põe num mesmo parágrafo “o mundo inconsciente”, o “descondicionamento (sic) dos hábitos”, e ainda propõe uma certa “reprogramação da mente através da força sobrenatural da fé”, que suponho seja o cerne dessa terapia. Uau! Resta saber qual o tipo de formação necessária para que o “terapeuta de Jesus” dê conta do recado…

O meu nobre colega do blog Catatau já tratou, com muito mais paciência e propriedade do que eu, das relações entre (mas não somente) neopentecostais e a psicologia — e o fez em muitos posts, diga-se de passagem. Recorto um trecho de apenas um deles, “Jesus Cristo e a psicologia“:

(…) um médico que pratica o culto evangélico não deixa de ser evangélico por ser médico. Mas sua prática médica não se torna, por isso, evangélica. Em outras palavras, a ciência médica moderna é apoiada em uma série de postulados contrários aos postulados religiosos. Por exemplo, a teoria da evolução - base de muitos postulados da medicina -, é radicalmente contrária ao “criacionismo”, defendido por alguns evangélicos. Mas nem por isso um médico, que apóia sua prática em princípios evolucionistas, deixará a medicina de lado para tornar-se um “médico evangélico”. Porque com o psicólogo deveria ser diferente?

Em âmbito teórico, existem várias relações entre psicologia e religião. Jung (…), por exemplo, analisa todas as manifestações humanas - as religiosas em destaque - sob a noção de “arquétipo”: as religiões, tradições, e cultos do homem durante toda a história fariam parte de uma espécie de conjunto de possibilidades inatas do homem, que poderiam ou não se desenvolver numa cultura. Por exemplo, certas culturas desenvolvem religião monoteísta, e outras, politeísta. O papel de Deus em algumas culturas é dominador, e em outras, bem-feitor; e assim por diante. Cada “papel” significaria uma espécie de virtualidade desenvolvida no homem em uma dada cultura.

O mesmo ocorre com Freud (…): quando analisa religiões e/ou o que se chamava em sua época de “sociedades primitivas”, o resultado é parecido: uma religião expressa certas características psicológicas do homem, que são compartilhadas por integrantes de uma sociedade.

Tanto o caso de Freud como de Jung servem para mostrar uma idéia trivial: aqui, existe uma relação entre psicologia e religião; mas, como é feita por cientistas, a psicologia não se submete a caracteres religiosos. O psicólogo não é um agente pastoral disfarçado. A religião, por sua vez, torna-se objeto de uma análise psicológica. Notemos que tanto o papel do religioso, quanto do cientista, permanecem resguardados. E esse tipo de posição é a posição legítima do psicólogo (caso o leitor encontre outra posição, ela deve ser denunciada). (Grifos meus)

Infelizmente é cada vez mais comum vermos esse tipo de confusão. E o mais triste é ver tais confusões serem defendidas com pseudo-argumentos, em especial com o recurso ao suposto preconceito dos que criticam essas posições, e também com o apelo à perseguição religiosa. Cansa, meus amigos, cansa muito.

.

Mas eu usei a palavra “artigo” no plural. Sim, porque os dois artigos que antecedem esse daí de cima e que me chamaram a atenção também são de cortar os pulsos, embora tenha sido necessário ler mais do que o título para chegar a essa conclusão: “Exopsicologia: uma nova área de estudo” e “Exopsicologia e esquizofrenia“, ambos escritos pelo mesmo autor. Que diabos seria essa tal de “exopsicologia”? Claro que fiquei curioso com um termo desses, e lá fui eu descobrir. Encontrei tudo no primeiro texto, e só vou comentar trechos dele, não do outro.

Logo se lê que a exopsicologia seria uma derivação da “exopolítica”, termo cunhado em 2000 por um certo Alfred Webre, como nos diz ou autor,

(…) para designar o campo que estuda os actores, instituições e processos políticos humanos na sua relação com civilizações extraterrestres. (…)

É uma área que tem lidado com muitos temas controversos, como a presença extraterrestre na Terra e como a presença de bases militares americanas na Lua e em Marte, e ainda como uma frota espacial secreta, também americana. Há documentos oficiais desclassificados, e obtidos por outras formas, a confirmarem isso mesmo. Como é sabido, a desclassificação de documentos, realcionados com a ovnilogia, considerados secretos, e anteriormente considerados, tem vindo a ser feita, até à data, em vários países como o Reino Unido, França ou o Brasil.

A Exopolítica é uma área de estudo em grande expansão e poderá levar-nos à obtenção de conhecimentos e tecnologias que agora estão na posse só de alguns.

Definida a exopolítica, vamos à exopsicologia,

(…) que se definirá pelo estudo psicológico das relações e funcionamento psíquico, mental, entre os humanos e entidades e civilizações extraterrestres e/ou alienígenas.

Assim, tendo em conta a noção das intervenções alienígenas na Terra e nos humanos, como abducções e intervenções telepáticas (já vai passando a fase de se acreditar ou não), ter-se-à que pessoas que falam muito, particularmente, pela frequência, as mulheres, conhecidas pela sua maior fluência verbal, fazem-no para esvaziar a mente de conteúdo e para darem espaço a intervenções alienígenas, ou seja, receber instruções para funcionamento. (Grifos meus)

Isso é revolucionário, não? Os humanos falamos sobretudo para “esvaziar a mente”. Mas assim que ela fica oca, vem os alienígenas aproveitar-se e encher tudo com novas diretrizes de funcionamento. Além do mais, depreende-se desse trecho que a enorme dificuldade dos homens em entender as mulheres advém dessa relação mais frequente e próxima que elas têm com civilizações de outros planetas que não a Terra. (Será que veio daí o título do livro “Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus”?)

Bom, o autor já diferenciou mulheres e homens e suas relações com os extraterrestres. Agora é só saltar sem escalas para a psicopatologia (ou quem sabe propor um outro termo, “exopsicopatologia”, que tal?):

Isto leva-nos à psicopatologia, em que necessariamente tem de haver algum tipo de manifestação corporal e comportamental, mental, enquanto inferido por outros, para que uma intervenção alienígena tenha efeito e seja producente.

Os que não falam nada, em melancolia ou depressão profunda (…), possivelmente estão a ser alvos de abducções, para experimentação, já que a sua “perturbação” será bastante influenciada pela passagem de tempo, mais ou menos prolongado no espaço, com os efeitos de micro-gravidade, ausência de gravidade, falta da normal luminosidade, e de grande vastidão de espaço, o que confere um grande vazio depressivo à depressão.

O vazio depressivo dos histéricos (…), permitirá com que haja a possibilidade de entidades alienígenas preencherem esse espaço e efectuarem a intervenção alienígena. Em relação ao falar muito, o que acontece com os histéricos, é para esvaziarem sempre cada vez mais o conteúdo mental e físico para que haja cada vez mais intervenção alienígena.

(…)

É nesse sentido, que é dito que o espaço vazio depressivo é aproveitado e/ou ocupado por entidades extraterrestres para fazerem intervenções alienígenas, como alteração comportamental e mental, particularmente por comunicações telepáticas, dentro ou fora do corpo da pessoa.

Desculpem, mas tenho muita dificuldade de analisar todas as questões que o autor levanta, todas as correlações que faz entre linguagem, gênero, abduções e intervenções alienígenas, vazio depressivo dos histéricos e a grande vastidão do espaço, com sua ausência de gravidade e de natural luminosidade. São variáveis demais para esta minha cabecinha cansada, que talvez precisasse ter nascido em outro planeta e possuir um aparato técnico e conceitual bem mais avançado do que o meu e o da minha espécie para poder dar conta da tarefa. Deixo a empreitada para vocês que só por terem chegado até aqui certamente não têm coisa melhor para fazer.

Sendo assim, digo-lhes que como obra de ficção, vale uma lida no texto inteiro e no outro, que por sinal trás na bibliografia o “renomado” Erich Von Däniken e sua obra mais famosa, “Eram os Deuses Astronautas?“.

Mas não riam, por favor, pois o assunto, mais do que sério, é trágico. Ao menos para mim e os meus demais colegas de profissão.

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18 Comments on “Vergonha, indignação e um pouquinho de riso”

  1. #1 Rafael Reinehr
    on Nov 14th, 2009 at 2:21 pm

    NEM ME FALA! Por aqui, anda cada vez mais difícil… As pessoas basenado-se cada vez mais na internet para fazer diagnósticos e iniciar tratamentos (muitas vezes com resultados (quase) catastróficos (por diagnósticos incorretos ou por uso incorreto de uma medicação, que sempre foi confirmada com a vizinha antes do uso). Quando chegam ao médico, depois de uma via crucis, estão tão mexidos e automedicados que não reconhecemos mais a enfermidade original…

    Nos raríssimos casos em que chegam “virgens de tratamento” para obesidade, por exemplo, acabam por aumentar a dose das medicações por conta antes do retorno médico, para acelerar a melhora da ansiedade…

    Tá muito difícil meu amigo. Já estou pensando em outra ocupação para os próximos anos… Tô quase desistindo do Humano em sua relação com a Medicina Ocidental…

    [Responder]

    Ricardo C. Reply:

    Será que se tivéssemos um serviço público de saúde de qualidade — e por qualidade não me refiro à “hotelaria” de luxo, que virou marca registrada de muitos hospitais privados —, acesso verdadeiramente universal, haveria uma diminuição desse quadro que vc descreveu, Rafael? A automedicação já está enclaustrada na sociedade, mas tb é fato de que a medicina como um todo — consultas inclusive — encareceu na mesma proporção em que se aprimorou…

    [Responder]

    Rafael Reinehr Reply:

    Oi Ricardo. Acredito que não. O problema é bem mais denso e complexo do que simplesmente (e utopicamente) conceder um acesso universal e gratuito à saúde.

    Estamos presenciando um tempo em que a geração de hoje (e a que está chegando ainda mais) vive de forma cada vez mais independente. Isso não é uma crítica, apenas uma constatação. Culto à beleza, relações de trabalho, de consumo, narcisismo evidente pelas relações com o consumo, a “coisificação” dos relacionamentos e o surgimento das “patologias do vazio” são alguns sintomas da sociedade atual, e estão bem além das especificidades do campo médico.

    [Responder]

    Ricardo C. Reply:

    Rafael, sei disso, mas também me ocorre que a consistência e perenidade de determinadas práticas públicas poderia ajudar a mudar um pouco esses hábitos, especialmente em relação à automedicação. Exemplo? Vacinação. Hoje em dia, trata-se de uma prática incorporada ao cotidiano da maioria da população e ninguém questiona ou resiste a isso. (Claro, o Estado tb faz a sua parte.) Exemplo negativo? Trânsito. Qdo a nova legislação foi promulgada, inicialmente houve uma redução dos acidentes e incidentes. Por que não se manteve? Faltou continuidade nas práticas mais básicas do Estado: aplicação de multas de caráter punitivo E educativo (e não apenas para aumentar a arrecadação), campanhas permanentes de educação no trânsito (inclusive com matérias nas escolas, para educar as novas gerações), tudo acompanhado por uma reforma das polícias em relação ao tema (mas claro que não só a ele). Enfim, perdeu-se uma boa oportunidade de mudar o cenário em questão. O problema que vejo é de falta de continuidade no que quer que se faça em termos de políticas públicas no país. Essa é uma realidade ainda muito presente e perene, infelizmente.

    [Responder]

  2. #2 Nat
    on Nov 14th, 2009 at 4:27 pm

    Caraca, eu libero minha mente pros alienígenas constantemente, várias vezes por dia… Mas tou achando que os caras não são bons não, pq se tenho que esvaziá-la tanto é porque as instruções de funcionamento não estão funcionando…

    [Responder]

    Ricardo C. Reply:

    Sei não, Nat, talvez eles sejam tão bons que vc não apenas não percebe, como tb é uma “funcionária modelo”, sempre realizando novas tarefas à serviço dos aliens… ;-)

    [Responder]

  3. #3 Luciene
    on Nov 14th, 2009 at 9:20 pm

    Ricardo, para que, como eu, está sendo obrigado a cursar uma disciplina chamada “Teorias e Sistemas Psicológicos V” (leia-se “psicanálise”), com um professor que leva bem (eu disse BEM) a sério a questão da diferença sexual, até esse trechinho aí sobre a exopsicologia é bem útil… ;)

    Ainda sobre esse artigo, será que o ‘V’ da disciplina é menos um algarismo romano do que uma menção disfarçada aos nossos possíveis futuros visitantes?
    http://www.imdb.com/title/tt1307824/

    [Responder]

    Ricardo C. Reply:

    Pode ser, Luciene, pode ser. Quem sabe a partir do 3o. episódio as coisas fiquem mais claras, né? ;-)

    Beijão

    [Responder]

  4. #4 Fabiano Camilo
    on Nov 14th, 2009 at 9:40 pm

    Ricardo, desculpe-me, eu tentei, juro que tentei, mas não consegui não rir. O assunto é sério, com certeza, mas é impossível não rir. Nunca tinha ouvido falar de exopolítica e exopsicologia. O que me pareceu mais interessante foi a utilização do vocabulário e do estilo de escrita acadêmicos como instrumentos para conferir seriedade e legitimidade ao desvario. Pensando na minha área de formação, história, lembrei-me das pesquisas [?] de historiadores [?] que comprovam, por exemplo, a existência da milenar conspiração judaica para dominar o mundo ou que o Holocausto jamais ocorreu ou que nos gulags soviéticos os prisioneiros, sempre condenados por motivos justos, eram tratados com consideração e respeito etc. É indispensável denunciar esses discursos, enfrentá-los, sempre. Não obstante, é difícil não se deixar dominar pelo desânimo. O maior problema enfrentado é o fato de que não existe, entre nós e aqueles que enunciam esses discursos, um espaço comum para a discussão. Nada do que digamos pode refutar suas ideias, porque, ao final, não são efetivamente ideias, mas crenças, tão-somente. Argumentos lógicos e fatos concretos não produzem nenhum convencimento, nem sequer são objeto de uma tentativa de reflexão por parte do interlocutor. Quem defende a terapia de Jesus rebate nossos argumentos afirmando que nossa visão está toldada pelo demônio, que não aceitamos Jesus em nosso coração; quem defende a exopolítica e a exopsicologia rebate nossos argumentos afirmando, suponho, que nossas mentes estão sob o controle de extraterrestres, o que nos impede de ver a verdade. E o mais assustador é força com que esses discursos vêm se disseminado mundo afora, a aceitação que vêm obtendo.

    Um abraço!

    [Responder]

    Ricardo C. Reply:

    Pedir pra não rir é mesmo pedir pra rir, Fabiano, e você cumpriu direitinho, hehe! E essa história de tentar dar um verniz científico às mais desatadas sandices é mesmo um recurso muito comum. E como vc bem disse, os que enunciam esse tipo de coisas não estão abertos ao debate. Um exemplo disso se vê numa discussão do Catatau com um pastor — infelizmente não tenho o link do post à mão. Enquanto o Catatau analisava o que o pastor dizia e replicava sobre seu raciocínio, o pastor rodava sempre sobre o mesmo ponto, tergiversava, dizia que o outro não entendia, sugeria que se tratava de perseguição, enfim, queria apenas plateia para arrotar suas crenças dogmáticas e surdas. Exatamente como vc comentou sobre os defensores da terapia de Jesus.
    Cansa, sem dúvida. Mas vez ou outra precisamos deixar o cansaço de lado e dizer a eles que tem gente aqui que pensa, e não está disposto a servir apenas de audiência muda ou que só deve aplaudir, não senhor.

    Abraços de volta

    [Responder]

  5. #5 Camila S.
    on Nov 17th, 2009 at 2:43 am

    Pelo jeito, tem toda uma turma de psicólogos precisando de umas boas sessões de análise. Sério, cada vez mais fico assustada com esse clima de retrocesso que anda rondando o mundo inteiro. Seria a era das neotrevas?

    [Responder]

    Ricardo C. Reply:

    Pode até que não sejam tantos, Camila, mas é certamente uma minoria barulhenta e que faz um estrago danado à imagem da profissão.

    Quanto às neotrevas, pense diferente. O que hoje em dia temos é a perspectiva de ventilar opiniões, crenças e maluquices com muito mais facilidade do que antes. Sendo assim, o que antigamente ficava restrito às mesas de jantar, hoje pode transformar-se em viral, instant-celebrity e afins, daí a sensação de que o conservadorismo, os radicalismos obscurantistas e coisas do gênero estariam aumentando. O que aumentou mesmo é a visibilidade, mas não creio que tanto a quantidade… espero!

    [Responder]

  6. #6 Anrafel
    on Nov 18th, 2009 at 1:58 am

    Já vi em diversas livrarias um livro chamado “Jesus, o maior psicólogo que já existiu”. Fariam parte desse livro os trechos transcritos ou o livro é ainda pior?

    [Responder]

    Ricardo C. Reply:

    Anrafel, confesso que não sei se o livro é pior, mesmo porque só pelo título eu nem me dei ao trabalho de ler a cada vez que cruzei com ele nas livrarias da vida. Mas os trechos que destaquei parecem ser de uma autora (sic) diferente, e pela qualidade da escrita, uma bomba — e nem preciso falar mais do conteúdo, não é?

    [Responder]

  7. #7 Luiz
    on Nov 18th, 2009 at 11:12 am

    Sabe do que eu lembrei?

    Disto aqui:

    http://www.rafael.galvao.org/2007/05/astrologos-de-maria/

    Off: Recebeste o convite?

    [Responder]

    Ricardo C. Reply:

    Não conhecia esse texto do Rafael, Luiz, muito bom e tudo a ver, hehe!
    Quanto ao off, que convite? Mande de novo, por favor.

    Abração

    [Responder]

  8. #8 Catatau
    on Nov 27th, 2009 at 7:56 pm

    Rapaz, que doideira! O mais engraçado é unificar as teorias, já pensou? Logo aparece alguém, vá saber!

    Mas quanto ao RedePsi, o que deu nos caras? Abriram as porteiras eles também para esse tipo de coisa?

    [Responder]

    Ricardo C. Reply:

    É mesmo, as duas juntas dá uma viagem interplanetária, hehe.

    Quanto ao RedePsi, fiquei incomodado com isso. Quem tem alguma noção do que seja psicologia ou pelo menos ciências em geral pode até separar o joio do trigo; mas temo pelos que nada sabem ainda, alguns sem ter nem ideia de como avaliar a consistência de um artigo, diferenciá-lo de uma mera crônica, um texto que é pura opinião etc., referências bibliográficas inclusive. Ler coisas como as que descrevi preocupa, não?

    [Responder]

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