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Posts under ‘nadas’

Ninguém é substituível

Você leu direito, escrevi “substituível” em vez de “insubstituível”. É que a máxima original, idolatrada-salve-salve por todo e qualquer gestor/gerente/chefe/manda-quem-pode-obedece-quem-tem-juízo pode até fazer sentido lá nos discursos administrativos/corporativos e quantos idos você quiser, mas a mim não convence. (Verdade é que não sou um sujeito de importância reconhecida — ainda bem! —, mas isso não [...]

Um nada de quarta

Tenho uma amiga recente que gosta muito do falecido seriado Seinfeld — “falecido pra você, seu ingrato!”, não é bem a frase que ela diria, mas suponho que o espírito lhe fosse próximo —, e eventualmente pontua algumas situações com episódios da série. Pois hoje, logo após um agradabilíssimo almoço em companhia de outros dois [...]

Divagar é preciso

Há tempos não viajo. Creio que por conta disso me veio à lembrança o filme The Truman Show, e uma cena em particular. Truman, já certo de que algo muito estranho acontece em sua vida, “sai do script” e entra de supetão num edifício, dirigindo-se ao elevador. Como as portas se fecham antes que pudesse [...]

Você não perde por esperar

Antes de seguir pelejando (ô coisa boa usar essa palavra!) com minhas últimas tentativas de escrever um conto, faço uma pausa para constatar o óbvio.
Você ainda não fez, talvez esteja fazendo agora ou, na última das hipóteses, vai fazer um (ou mais de um) post sobre os motivos pelos quais:
1) não pretende entrar no twitter [...]

Estratégias mal-sucedidas

Corria o ano de 2004. Estava eu em meu antigo consultório, e os clientes da manhã já tinham acabado. Era meio-dia, e como ainda faltava cerca de duas horas para a entrevista que teria com um possível orientador de doutorado, resolvi que não iria sem forrar o estômago. (Saco vazio não para em pé, dizia [...]

Um nada de sábado

Certo é que alegrias, prazeres e felicidade, embora não dêem em árvore, os há dos mais diversos tipos. Não por acaso, ontem conversei com uma amiga sobre o tema, papo esse sucedido pela leitura de um post com visões próprias do assunto — e bem próximas das minhas, vale dizer. (Abro parêntese para comentar que, [...]

Tem horas que o Google me irrita

Considero-me um sujeito razoavelmente sério e pouco afeito a tratar de “sacanagens” e/ou exibir “intimidades” em público — entenda as palavras entre aspas nos termos que preferir: não fará muita diferença — , menos ainda em um blog. Mas o Google e seus motores de busca se lixam para o que penso. Pior: com sua [...]

Releitura

DEU♦?? É AMOR!!
[Escrito numa camiseta.
Visto na terça-feira gorda.
Pena estar sem câmera.]

Três coisas, já que o ano ainda não começou

- Recomendo um documentário: “Trumbo” (2007), de Peter Askin, sobre a vida do escritor e roteirista Dalton Trumbo. (Imperdível!)
- Sei de um livro, há anos na estante, pedindo para ser retomado: “Paisagem pintada com chá”, de Milorad Pávitch. (Sempre gostei do título.)
- Uma tese a ser desenvolvida hora dessas: “A mulher, a lordose e o [...]

Lique(e)feito

[Dessas coisas que recebemos por e-mail...]

Cesta básica

Comece afogando o seu super-ego na cerveja, aproveitando que ele não sabe nadar. Daí é só entupir-se com esse sorvete, sem correr risco de sentir culpa nenhuma.
(A Coca-Cola acompanha o sorvete…)

Natal: três linhas (e uma imagem) sobre

Nunca fui, mas ouvi falar muito bem.
Dizem que em dezembro é um inferno.
Nesse caso, melhor conhecê-la em maio.

P.S. “Qualquer maneira de humor vale a pena, à vera.” (cf. Buster Keaton, quase certo que apócrifo).

Blá blá blá

Chove, há dias. E em Santa Catarina, de um jeito calamitoso. No meio disso, uma simplória divagação me assaltou, sem mais nem menos. Ocorreu-me o quanto seria difícil abraçar, por exemplo, as profissões de escritor, dramaturgo ou roteirista — de cinema e/ou TV, pouco importa para o raciocínio que me trouxe aqui —, caso me [...]

O sarcasmo com sarcasmo se paga

Revirando velhos arquivos de computador, deparei-me com um trabalho que fiz, em certa ocasião, para atender às exigências de uma determinada disciplina de uma certa pós-graduação. Vi, então, o poder da retórica, não no aspecto da apresentação oral, mas no sentido do arranjo das idéias, pouco importando quais forem. Sendo assim, tentei dar cabo da [...]

Classificados

Vendo antena paranóica.
[Ganhei do Ubaldo, cria do Henfil.]
Pouco uso.
Troco por vitrola ansiolítica ou tevê metafí­sica.
[Pago a diferença com balas Juquinha.]

Lógica

Leio:
- Albert Camus era um depressivo.
- Eu sou um depressivo; logo, eu sou Albert Camus!!
- Mas se eu fosse Albert Camus, deixava de ser depressivo.
- E acabada a depressão, nada de Albert Camus…
[Vou ali me espatifar contra uma árvore e já volto.]

Ciclo

Informe. Formam-no. Confirma-se.
Informa-se. Confronta-se. Descontenta-se. Descontrola-se. Desenforma-se. Reforma-se. Transforma-se. Reafirma-se. Confirmam-no. Contratam-no. Confundem-no. Formatam-no. Conforma-se.
Desconsola-se. Corrói-se.
Recolhem-no. Velam-no. Enterram-no.
Esquecem-no.
Esquecem-se.

Maluquice

Insuportável imaginar um post
“ puramente hipertexto “ .

Sonoridades

Zwingliano
adjetivo
1. Relativo ao reformador suíço Ulrich Zwingli ou à sua doutrina, o zwinglianismo.
Adorava minha irmã caçula pronunciando essa palavra, dizendo que a encontrou no Aurélio.
Arroto
substantivo masculino.
1. Emissão geralmente ruidosa dos gases do estômago pela boca; eructação, bofada.
Desse barulho não gosto não. E quando ele é falado também não.

iNovidades 2: iPresunto

O pedido anterior de desculpas continua valendo…

Indeciso

Troco o crônico pelo agudo,
O agudo pelo crônico,
O agudo…
O crônico…
Troco.

Meus fenícios e seus ofícios

Deparei-me com algumas rugas que pensei serem de preocupação, mas tratava-se apenas de idéias, caraminholando por mais de doze horas, franzindo a minha testa. E para livrar-me desse processo de envelhecimento precoce, preciso tirá-las de lá.
Para ser sincero, nem idéias são. Trata-se de um tema, que perambula diuturnamente por aqui, monocórdio que ando: as medidas. [...]

Senso algum

Chove a cântaros, potes, baldes, tonéis e barricas. E eu aqui, prisioneiro, ao lado de Schopenhauer. Não podia ser a Fanny Ardant?

Sociedade do conhecimento

Na estante da livraria, “Minutos de Sabedoria”. Olhou para o relógio: restavam cinco. Só deu para comprar duas porções de dados, uma fatia de informação e sair correndo.
O conhecimento? Ficou para a próxima.
[Seguirá ignorando que o saber não ocupa espaço, mas leva tempo.]

Identidade

Eis um assunto que filósofos, psicólogos e pesquisadores das mais variadas áreas sempre discutiram, longe de chegar a algum consenso. Eu mesmo, tão mau pesquisador que sou, já desisti de concluir o que quer que seja sobre o tema — até mesmo porque não sou muito fã de conclusões, preferindo que o saber continue sempre [...]

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