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	<title>Agora com dazibao no meio</title>
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	<description>Um blog d'O Pensador Selvagem &#124; in moto perpetuo, produzindo inconscientes</description>
	<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 18:22:51 +0000</pubDate>
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		<title>O Caio através do Idelber, o Milton junto. (E eu lá atrás, tentando acompanhar.)</title>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 16:19:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo C.</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[(re)flexões]]></category>

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		<category><![CDATA[literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Atendendo ao chamado do Idelber para discutir o conto Aqueles dois, do Caio Fernando de Abreu, o Milton Ribeiro, meu vizinho de condomínio e craque nas letras e na música, não se fez de rogado: mandou ver nas suas impressões sobre a história de Saul e Raul.
Passo longe da falsa modéstia, e bem perto da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Atendendo ao <a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2009/05/aqueles_dois_de_caio_fernando_abreu.php" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://www.idelberavelar.com/archives/2009/05/aqueles_dois_de_caio_fernando_abreu.php');" target="_blank">chamado do Idelber</a> para discutir o conto <a href="http://www.releituras.com/caioabreu_dois.asp" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://www.releituras.com/caioabreu_dois.asp');" target="_blank">Aqueles dois</a>, do Caio Fernando de Abreu, o Milton Ribeiro, meu vizinho de condomínio e craque nas letras e na música, não se fez de rogado: mandou ver nas <a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/2009/05/28/aqueles-dois-de-caio-fernando-abreu"  target="_blank">suas impressões sobre a história de Saul e Raul</a>.</p>
<p>Passo longe da falsa modéstia, e bem perto da autocrítica pertinente. Por isso digo que é lá no post do Idelber e também no do Milton que a conversa deve ter lugar, e que é também por lá que a minha atenção estará. Mas antes disso, deixo aqui os meus pitacos sobre o assunto, os mesmos que escrevi na caixa de comentários do <a href="http://www.idelberavelar.com/archives/clube_de_leituras" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://www.idelberavelar.com/archives/clube_de_leituras');" target="_blank">Clube de Leituras</a> do Idelber, e que de outra forma ficariam perdidos no meio de tanta coisa boa que já li por lá.</p>
<blockquote><p><em>Sutil<br />
llegaste a mi<br />
como una tentación<br />
llorando de inquietud<br />
mi corazón.</em></p>
<p>["<a href="http://agora.opsblog.org/files/2009/05/chavela-vargas-tu-me-acostumbraste.mp3" >Tu me acostumbraste</a>", de Frank Dominguez]</p>
<p>- <strong>Sutileza, sugestão</strong>, duas palavras que vêm à minha cabeça. Uma, combinando com a suavidade da narração, sem sobressaltos, e com o desvelamento de um amor, humano amor, <em>fraterno</em>, acima de tudo (falo mais sobre isso depois); e a segunda, que tanto anda em falta, e que é tão perigosa como o lusco-fusco do amanhecer e do pôr-do-sol, aquelas horas onde os fantasmas passeiam, as revoluções ameaçam explodir e o mundo é perigoso, de tão indefinido que é. (Curioso, vivemos tempos onde o explícito é não apenas possível, como até cultuado, associado à liberdade e que tais, e onde a sugestão anda em baixa. O chato é que a própria &#8220;habilidade de ser sugestivo&#8221; parece tb escassear&#8230;)</p>
<p>- <a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2009/05/aqueles_dois_de_caio_fernando_abreu.php#c83330" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://www.idelberavelar.com/archives/2009/05/aqueles_dois_de_caio_fernando_abreu.php#c83330');" target="_blank">Janaina Amado</a> ( comentário #4) posicionou-se com clareza, trazendo para isso a estranha década de 80 à conversa, aquela mesma em que surge a AIDS — &#8220;câncer gay&#8221;, diziam tantos, entre assustados e enraivecidos — e onde <em>&#8220;&#8230; um bocado de gays &#8230; fizeram deste conto um lugar de acolhimento, refúgio, amor, construção de auto-estima&#8221;</em>. Some-se o fato, como bem disse a <a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2009/05/aqueles_dois_de_caio_fernando_abreu.php#c83331" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://www.idelberavelar.com/archives/2009/05/aqueles_dois_de_caio_fernando_abreu.php#c83331');" target="_blank">Lola</a> (comentário #5), de que <em>&#8220;saber que o conto é do Caio atrapalha um pouco. A gente mistura autor e obra, e isso gera a expectativa de um &#8216;conto gay&#8217; (seja lá o que for isso)&#8221;</em>. A culpa não deve ser do Caio e sim nossa, mas fingir que esses dados não passam na cabeça da gente é bem pior, não?</p>
<p>- Lembrei de um filme de Almodóvar, &#8220;<em>Hable con ella</em>&#8220;, e dos comentários da maioria das pessoas que saíam da sessão de cinema, no dia em que o assisti, a respeito de seus dois protagonistas masculinos: &#8220;é uma relação homossexual&#8221;, &#8220;são dois enrustidos&#8221;, e blá blá blá, enquanto eu via um senhor amor fraterno, com toda a potência que lhe cabia absolutamente explicitada e nem um grama enrustida. Ali não havia contenção de espécie alguma, não havia nada a ser desvelado entre eles. Se trepassem, estou certo que &#8220;desculpe, foi engano&#8221; seria a conclusão de ambos.</p>
<p>- Volto a &#8220;Aqueles Dois&#8221;. Reconheço: não posso fazer da relação entre Raul e Saul uma leitura idêntica à que fiz de &#8220;Fale com Ela&#8221;. São tempos e contextos diferentes. No filme, as bandeiras de Almodóvar contra a repressão (homos)sexual já tremulavam faz tempo, desfraldadas em filmes anteriores, e já incorporadas ao cotidiano espanhol. Por isso não me pareceu nem um pouco estranho entender aqueles dois amigos como os primeiros protagonistas masculinos heterossexuais e interessantes da filmografia do diretor, que até então colocava os homens em papéis secundários, como machistas caricatos, bananas ou então simplesmente perversos.</p>
<p>- Sim, &#8220;Aqueles Dois&#8221; exala a homoerotismo, além de condenar a repressão já no subtítulo; mas uma repressão marcadamente &#8220;de fora&#8221;, &#8220;da repartição&#8221;, institucionalizada, tanto sexual como política, com quase nada das repressões que construímos silenciosamente e que aos poucos tornam-se tão somente nossas. Mas reconheço que o amor de Raul e Saul, visto pelos da repartição como expressão de uma &#8220;relação anormal e ostensiva&#8221;, &#8220;desavergonhada aberração&#8221;, um &#8220;comportamento doentio&#8221;, talvez não seja apenas fraterno — e desculpe pelo &#8220;apenas&#8221;, a palavra aqui empobrece as coisas —, embora não esteja tão certo de que isso importe tanto assim. (Hoje em dia, pelo menos, acredito que não.)</p>
<p>Bom, falei muito e pouco disse, além de quase nada concluir. Então melhor paro por aqui.</p></blockquote>
<p>É, está de bom tamanho. Agora volto para as caixas de comentários desses dois blogueiros que tanto admiro.</p>
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	<itunes:summary>Atendendo ao chamado do Idelber para discutir o conto Aqueles dois, do Caio Fernando de Abreu, o Milton Ribeiro, meu vizinho de condomínio e craque nas letras e na música, não se fez de rogado: mandou ver nas suas impressões sobre a história de Saul e Raul.
Passo longe da falsa modéstia, e bem perto da autocrítica pertinente. Por isso digo que é lá no post do Idelber e também no do Milton que a conversa deve ter lugar, e que é também por lá que a minha atenção estará. Mas antes disso, deixo aqui os meus pitacos sobre o assunto, os mesmos que escrevi na caixa de comentários do Clube de Leituras do Idelber, e que de outra forma ficariam perdidos no meio de tanta coisa boa que já li por lá.
Sutil
llegaste a mi
como una tentación
llorando de inquietud
mi corazón.
["Tu me acostumbraste", de Frank Dominguez]
- Sutileza, sugestão, duas palavras que vêm à minha cabeça. Uma, combinando com a suavidade da narração, sem sobressaltos, e com o desvelamento de um amor, humano amor, fraterno, acima de tudo (falo mais sobre isso depois); e a segunda, que tanto anda em falta, e que é tão perigosa como o lusco-fusco do amanhecer e do pôr-do-sol, aquelas horas onde os fantasmas passeiam, as revoluções ameaçam explodir e o mundo é perigoso, de tão indefinido que é. (Curioso, vivemos tempos onde o explícito é não apenas possível, como até cultuado, associado à liberdade e que tais, e onde a sugestão anda em baixa. O chato é que a própria habilidade de ser sugestivo parece tb escassear)
- Janaina Amado ( comentário #4) posicionou-se com clareza, trazendo para isso a estranha década de 80 à conversa, aquela mesma em que surge a AIDS — câncer gay, diziam tantos, entre assustados e enraivecidos — e onde  um bocado de gays  fizeram deste conto um lugar de acolhimento, refúgio, amor, construção de auto-estima. Some-se o fato, como bem disse a Lola (comentário #5), de que saber que o conto é do Caio atrapalha um pouco. A gente mistura autor e obra, e isso gera a expectativa de um conto gay (seja lá o que for isso). A culpa não deve ser do Caio e sim nossa, mas fingir que esses dados não passam na cabeça da gente é bem pior, não?
- Lembrei de um filme de Almodóvar, Hable con ella, e dos comentários da maioria das pessoas que saíam da sessão de cinema, no dia em que o assisti, a respeito de seus dois protagonistas masculinos: é uma relação homossexual, são dois enrustidos, e blá blá blá, enquanto eu via um senhor amor fraterno, com toda a potência que lhe cabia absolutamente explicitada e nem um grama enrustida. Ali não havia contenção de espécie alguma, não havia nada a ser desvelado entre eles. Se trepassem, estou certo que desculpe, foi engano seria a conclusão de ambos.
- Volto a Aqueles Dois. Reconheço: não posso fazer da relação entre Raul e Saul uma leitura idêntica à que fiz de Fale com Ela. São tempos e contextos diferentes. No filme, as bandeiras de Almodóvar contra a repressão (homos)sexual já tremulavam faz tempo, desfraldadas em filmes anteriores, e já incorporadas ao cotidiano espanhol. Por isso não me pareceu nem um pouco estranho entender aqueles dois amigos como os primeiros protagonistas masculinos heterossexuais e interessantes da filmografia do diretor, que até então colocava os homens em papéis secundários, como machistas caricatos, bananas ou então simplesmente perversos.
- Sim, Aqueles Dois exala a homoerotismo, além de condenar a repressão já no subtítulo; mas uma repressão marcadamente de fora, da repartição, institucionalizada, tanto sexual como política, com quase nada das repressões que construímos silenciosamente e que aos poucos tornam-se tão somente nossas. Mas reconheço que o amor de Raul e Saul, [...]</itunes:summary>
<itunes:subtitle>Atendendo ao chamado do Idelber para discutir o conto Aqueles dois, do Caio Fernando de Abreu, o Milton Ribeiro, meu vizinho de condomínio e craque nas letras e na música, não se fez de rogado: mandou ver nas suas impressões sobre a história [...]</itunes:subtitle>
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		<title>El cuento es muy sencillo</title>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2009 17:16:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo C.</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[A história é muito simples. Eu sei, mas nem por isso deixa de complicar a vida da gente, Mario.
Desculpe a tristeza. Bem que você e o teu amigo Serrat me avisaram que &#8220;quando nada falta, então a gente morre&#8221;, mas ainda assim não dá para fazer de conta que você não fará falta. (Da minha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a id="aptureLink_I3Zz7eEfxA" href="../2008/06/curriculum/">A história é muito simples</a>. Eu sei, mas nem por isso deixa de complicar a vida da gente, Mario.</p>
<p><a href="http://agora.opsblog.org/files/2009/05/benedetti-3.jpg" ><img class="alignright size-medium wp-image-1631" src="http://agora.opsblog.org/files/2009/05/benedetti-3.jpg" alt="" width="178" height="274" /></a>Desculpe a tristeza. Bem que você e o teu amigo <a id="aptureLink_V7X6oWE1Sk" href="http://www.youtube.com/watch?v=vlcVikrlEHI" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://www.youtube.com/watch?v=vlcVikrlEHI');">Serrat</a> me avisaram que &#8220;quando nada falta, então a gente morre&#8221;, mas ainda assim não dá para fazer de conta que <strong>você</strong> não fará falta. (Da minha parte creio <a id="aptureLink_01MWS780Nn" href="../2008/06/post-scriptum/">ainda faltar alguma coisa</a>, meu velho, nem que seja um pouco de velhice.)</p>
<p>É claro que não sabias disso, mas nesta Ágora já falei de ti algumas vezes, embora não tão bem como o <a id="aptureLink_QlGK8QVMzh" href="http://miltonribeiro.opsblog.org/2009/05/18/mario-benedetti-1920-2009/" >Milton</a> ou a <a id="aptureLink_inIPa3ZNKV" href="http://flabbergasted2.wordpress.com/2009/05/18/condene-el-jubilo-mario-benedetti-1920-2009-r-i-p/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://flabbergasted2.wordpress.com/2009/05/18/condene-el-jubilo-mario-benedetti-1920-2009-r-i-p/');">Meg</a>. E como eles já te mandaram flores, falta eu fazer o mesmo. Só que ando meio sem imaginação, poeta — quem dirá uma aos pés da tua —, por isso vá desculpando mais um abuso de quem já roubou <a id="aptureLink_nqFmf1NiKx" href="../2008/01/frase/">uma frase que só você poderia ter inventado</a>. É, prometo que não pego mais nada de ti — ao menos hoje não —, fora esses poemas que te ouvi declamar.</p>
<p><span style="font-size:85%">[Apenas apontem o mouse para a "caixa de som" no canto esquerdo de cada link e esperem que apareça o aplicativo para poder ouvi-los. Se elas não estiverem aparecendo, experimente clicar no título do post e entrar nele. Acredito (ou torço para) que com isso as tais caixinhas apareçam.]</span></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://agora.opsblog.org/files/2009/05/benedetti-credo.mp3" >benedetti-credo</a></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://agora.opsblog.org/files/2009/05/benedetti-tactica-y-estrategia.mp3" >benedetti-tactica-y-estrategia</a></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://agora.opsblog.org/files/2009/05/benedetti-ella-que-pasa.mp3" >benedetti-ella-que-pasa</a></p>
<p>Pode que seja uma certa lassidão de caráter da minha parte pôr a sua própria voz para te homenagear, Mario, mas é prosa mais do que sabida que eu sou uma negação poética. E como você era mesmo único, colocar-te declamando esses poemas para que outros se enlutem como se deve me pareceu mais honesto, com o perdão da <em>boutade</em>.</p>
<p>Um grande e agradecido abraço pelos serviços em poesia e prosa que prestaste a todos nós, Mario Benedetti.</p>
<p>[<a id="aptureLink_u7gDXv19K8" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mario%20Benedetti" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://pt.wikipedia.org/wiki/Mario%20Benedetti');">Mario Benedetti</a>, 14/09/1920 - 17/05/2009]</p>
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	<itunes:summary>A história é muito simples. Eu sei, mas nem por isso deixa de complicar a vida da gente, Mario.
Desculpe a tristeza. Bem que você e o teu amigo Serrat me avisaram que quando nada falta, então a gente morre, mas ainda assim não dá para fazer de conta que você não fará falta. (Da minha parte creio ainda faltar alguma coisa, meu velho, nem que seja um pouco de velhice.)
É claro que não sabias disso, mas nesta Ágora já falei de ti algumas vezes, embora não tão bem como o Milton ou a Meg. E como eles já te mandaram flores, falta eu fazer o mesmo. Só que ando meio sem imaginação, poeta — quem dirá uma aos pés da tua —, por isso vá desculpando mais um abuso de quem já roubou uma frase que só você poderia ter inventado. É, prometo que não pego mais nada de ti — ao menos hoje não —, fora esses poemas que te ouvi declamar.
[Apenas apontem o mouse para a "caixa de som" no canto esquerdo de cada link e esperem que apareça o aplicativo para poder ouvi-los. Se elas não estiverem aparecendo, experimente clicar no título do post e entrar nele. Acredito (ou torço para) que com isso as tais caixinhas apareçam.]
benedetti-credo
benedetti-tactica-y-estrategia
benedetti-ella-que-pasa
Pode que seja uma certa lassidão de caráter da minha parte pôr a sua própria voz para te homenagear, Mario, mas é prosa mais do que sabida que eu sou uma negação poética. E como você era mesmo único, colocar-te declamando esses poemas para que outros se enlutem como se deve me pareceu mais honesto, com o perdão da boutade.
Um grande e agradecido abraço pelos serviços em poesia e prosa que prestaste a todos nós, Mario Benedetti.
[Mario Benedetti, 14/09/1920 - 17/05/2009]</itunes:summary>
<itunes:subtitle>A história é muito simples. Eu sei, mas nem por isso deixa de complicar a vida da gente, Mario.
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		<title>Çem palavras</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 12:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo C.</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[língua]]></category>

		<category><![CDATA[vídeos]]></category>

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