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Posts Tagged ‘cinema’

Sei não…

Numa caixa de comentários, o Rodrigo Cássio comentou:
A análise da “sensorialidade” que orienta a experiência social neste momento do capitalismo é de grande importância, a meu ver. O cinema hollywoodiano depois dos anos 1970 é altamente sensorial, basta observar a importância dos efeitos especiais ou do impacto sonoro para que os filmes “funcionem”.
Com a recente [...]

Os críticos também amam

Estava eu tentando responder ao comentário que o Theo Dreamer deixou no post sobre Avatar, quando vi que o troço foi ficando tão comprido que resolvi transformá-lo no meu segundo post de 2010.
A conversa em torno do papel da crítica, em particular da crítica de cinema, começou com o Theo falando da ojeriza que esta [...]

Dez na fila

Na pasta “Meus vídeos”, esperando para serem vistos no início de 2010 (e se você está lendo no blog e não no Google Reader ou via feed, basta apontar o mouse para a pequena câmera à esquerda dos links para ver os cartazes, não precisa nem clicar):
1. Alga Doce (Tatarak), de Andrzej Wajda (Polônia, 2009). [...]

Preto e Branco em Cores (Jean-Jacques Annaud)

Depois de não sei quantas décadas — a idade anda pesando, não consigo mais ficar indiferente ao fato de sentar-me numa mesa de bar e ser o mais velho de todos —, revi Noirs et Blancs en Couleur (Black and White in Color, ou seu outro título em francês, La Victoire en Chantant), primeiro filme [...]

Obrigado, Nastassja

Lá no O Biscoito Fino e a Massa há um post do Idelber conclamando ateus a saírem do armário. (Da última vez que passei por lá a caixa já tinha 405 416 493 comentários!) A discussão está muito boa, e sua provocação inicial parece mesmo ter surtido efeito. Uma pena que muitos e bons comentaristas [...]

Ouvindo O cinema

A obra do cineasta Andrei Tarkovski (Андре́й Арсе́ньевич Тарко́вский) foi uma das que mais impactou as minhas retinas, desde o dia em que comecei a me interessar por cinema para além de simplesmente “assistir filmes”**…
Friso: suas películas não se deixam ver tão facilmente. Doação, sacrifício — “sacro ofício”, e também Offret (1986), título do seu [...]

Uma conversa “edukadora” com a Lu

eu já falei sobre isso aqui antes: pra mim, é a forma de machismo que mais aparece: aquela que se exemplifica na maneira pela qual se usa a expressão dar falando de quando uma mulher come alguém. o verbo em si não diz nada; mas a idéia que alguns têm, que ele veicula, é que [...]

De idades, gêneros, filmes e livros (sem falar em blogueiros)

Acabei de assistir Elegy (Fatal), de Isabel Coixet (1962), versão cinematográfica do livro “O Animal Agonizante” (“The Dying Animal”), de Philip Roth. Queria fala um pouco sobre ele, mas a garrafa de um simpático Côtes du Rhone, neste primeiro dia de 2009, cismou de embaralhar não só as minhas idéias, mas também o teclado deste [...]

Entre o inferno e o profundo mar azul

O título do post alude ao filme “Between th Devil and the Deep Blue Sea” (1995), da diretora Marion Hänsel. Será uma referência ao inferno natalino comentado dois posts abaixo? Que seja. Mas de associação em associação, retomei uns fiapos de memória embolando cinema, música e literatura, combinação-clichê das que fazem um bem danado à [...]

Por volta da meia-noite

Mal lembro do filme, apesar da simpatia que tenho pelo diretor Bertrand Tavernier.
Mal lembro do Dexter Gordon no papel do saxofonista Dale Turner, uma mistura de Charlie Parker, Miles Davis e Chet Baker, mesmo sabendo que concorreu ao Oscar em seu primeiro papel como ator profissional.
Mal lembro do ano de 1986, quando o filme estreou, [...]

Notícias que noto

Há notícias importantes em meio à diária babel de informações inúteis. (Este blog soma-se às segundas, obviamente.) E entre manchetes sobre a crise econômica que ameaça o planeta, os debates (vice e)presidenciais de um certo país do continente norte-americano e as próprias eleições municipais que ocorrerão amanhã por estas terras, recolho uma “de segunda linha”, [...]

No cinema, com Samantha Morton

Enduring Love. Filme baseado num livro do badalado Ian McEvan (que não li), coisa que descobri apenas quando o filme começou. Bela fotografia, início de forte impacto, uma boa parte do filme corre bem, mostrando como o mundo de Joe (Daniel Craig antes de “virar suco” como o atual 007) e Claire (Samantha Morton) — [...]

Alguém sabe?

Estou preocupado com o David Bennent. Ainda que não tenha encontrado qualquer notícia, só pode ter acontecido algo com ele. É que domingo passado, ao entrar no Sitemeter, imaginei que o sistema deles entrara em pane, já que os costumeiros 30, no máximo 70 visitantes habituais saltaram para 376, sem qualquer razão aparente para [...]

Resistiré

Pequeno, daria para imaginar que se escondia. Estando um pouco à esquerda dos demais, a impressão era de não querer chamar a atenção, pedindo que todos passassem à sua frente. Se bem que essa prerrogativa não lhe pertencia. Cabia-lhe permanecer quieto, comportado, deixando para qualquer outro as decisões sobre o seu futuro.
Um outro qualquer, tão [...]

Cinema

Deixo aos intelectuais versados na sétima arte as interpretações pertinentes sobre a obra. Adianto que o título “Estertor”, dá uma pequena pista sobre a sua “profundidade”, e que por trás da câmera, à direita, havia em torno de quatro tulipas de chope vazias.

Ficha técnica
Título: EstertorAno: 2008Duração: 1 min. e 27 s. Locação: Praia do Leme, [...]

O homem perfeito

Falha grave na minha cultura cinéfila. Não conhecia o o cineasta dinamarquês Jorgen Leth. Agora que conheço, quero ver o seu “As cinco obstruções”, em parceria com Lars von Trier, calcado justamente sobre o curta “O homem perfeito”. E agora, aquele que deu título ao post:
[Tirado da Revista do Zé Pereira. A matéria falando sobre [...]

Hehehe…

Fazendo uma graça, na playlist ao lado acrescentei um “clássico” pop, “More Than This”. A graça está em quem interpreta a música: o ator Bill Murray, participando de um karaokê no filme Lost in Translation.
A outra música é “Déjame Recordar”, do Bola de Nieve. Faz coro com La Lupe na latinidade reinante, mas sem os [...]

Alguém viu?

“Coração congelado: uma comédia federalista”. É um filme dos anos 80, que vi naquela década mesmo, numa mostra de cinema suíço, no que suponho que fosse o auditório do centro cultura da Caixa Econômica, lá em Brasília. Nada sei do diretor, dos atores ou de qualquer informação técnica, sequer o título original… Esse negritado aí [...]

Feito tatuagem

1973. Nasceu.
1983. Foi quando “nos” conhecemos, com fartas doses de licença poética contidas nesse “nos”…
2003. Aos trinta, fizeram-lhe uma bela homenagem.
2008. A coisa de meia-hora atrás, descobri essa tal homenagem, ocorrida no “51º Festival Internacional de Cine de San Sebastián”.
Cazzo, por que ninguém me chamou?!?
É do filme “O Espírito da Colméia” (“El Espíritu de la [...]

Bye Bye Life - “All That Jazz”

Bye bye life
Bye bye happiness
Hello loneliness
I think I’m gonna die
I think I’m gonna die
Bye bye love
bye bye sweet caress
Hello emptiness
I feel like I could die
Bye bye your life goodbye
Bye bye my life goodbye
There goes my baby with someone new
She sure looks happy
I sure am blue
He sure is blue
Eis o gran finale do filme… Não vou [...]

Reminiscências [1]

O filme Erêndira, do Ruy Guerra, num cinema na Costa Rica, visto por Martine, 28, belga, linda, num sábado à noite, nó máximo umas quinze pessoas na sala. Numa cena, os personagens falam algumas frases em flamengo. Nem era importante entender o que diziam, bastava ver a cena. E no entanto Martine entendeu, sorriu feliz, [...]

Wim Wenders, anjos e “Don’t Come Knocking”, dois anos atrás

Desconheço qualquer aspecto sobre a natureza dos anjos. Esguios, rotundos, rubicundos, pintados, filmados, sonhados, declamados, em obras literárias ou de auto-ajuda, nunca lhes dei muita atenção. Há dois anos, porém, ao assistir ao último filme do Wim Wenders (“Don’t Come Knocking” que recuso chamar pelo título infeliz que recebeu no Brasil), eles apareceram diante dos [...]

O Livro de Cabeceira (The Pillow Book)

Uma sinopse do filme que considero, se não o melhor, um dos melhores do Peter Greenaway, realizado em 1995, que ponho aqui para aqueles que nem idéia têm, não sem antes me deliciar pela milionésima vez com a beleza da Vivian Wu na foto acima:
Em 1970, em Kyoto, um calígrafo grafa delicadamente na face da [...]

Paisagem na neblina, uma única cena

Dois irmãos, Voula e Alexander, em busca do pai que nunca conheceram, numa Grécia seca, abandonada, cinza, suja, e por isso densa, misteriosa, poética.
Vou à (minha) imagem.
Câmera estática, acostamento de uma estrada vazia, reta sem fim. Pela esquerda um caminhão encosta e para na (nossa) frente, uns dez metros. O motorista salta, puxando Voula pelo [...]

A Balada de Narayama, uma cena (em dois tempos)

[Primeiro uma sinopse encontrada — e encurtada — por aí, pra relembrar. Depois, uma cena do filme.] Japão, fim do século XIX, um pequeno vilarejo aos pés do monte Narayama. Ao completar 70 anos de idade, seus moradores deveriam subir ao topo do monte, levados por seus primogênitos e, como elefantes velhos, esperar pela [...]

“A Prova” (Proof), um único fragmento

Martin, fotógrafo, cego de nascença, relembra uma cena de sua infância, sentado junto à mãe, ambos frente a uma janela que dá para um jardim.
A mãe de Martin, como de hábito, descreve ao filho o que vê. Fala do jardim, das folhas, do jardineiro que lá está. A certa altura, o filho diz que não [...]

“Ninguém se separa. As pessoas se abandonam.”

Já faz algumas semanas que assisti ao filme O Passado, do Héctor Babenco, e me lembrei sobre ter pensado em algo quando vi o filme, umas poucas impressões que pretendi deixar por aqui também. Mas os dias foram se sucedendo, o trabalho sufocando, e, com o perdão do trocadilho, passou. Então aproveito e resgato agora [...]

Por onde andará David Bennent?

Essa criança da foto ao lado chama-se Oskar Matzerath, personagem principal do filme O Tambor (1979), de Volker Schlöendorff, baseado no romance homônimo de Günter Grass, e adaptado pelo diretor, pelo autor e por Jean-Claude Carrière, brilhante roteirista e muito conhecido por seus trabalhos com Luis Buñuel.
Oskar, no seu terceiro aniversário, decide parar de crescer. [...]

Sobre filmes necessários e perturbadores

Fala-se de guerras boas, batalhas justas, combates legítimos. Não adianta, muitos como eu não os toleram.Vejo o que ocorre nas guerras como a encarnação do que temos de pior, e ainda por cima, justificadas sob pretexto de lutar contra o que há de pior… Curioso, é sempre o pior nos outros, nunca em nós mesmos.
É [...]

Falando com Eiko Matsuda, sem ela me ouvir

Estimada senhora Matsuda,
Ou, quem sabe, senhorita Matsuda? Ignorar como devo tratá-la força-me a pedir-lhe desculpas — as primeiras desta carta —, e se eu seguir nesta toada não farei outra coisa. Sendo assim, quero dizer logo que tomarei certas liberdades, na expectativa de um grande perdão final de sua parte — ou sua indignação e [...]